Saúde do Homem

Os problemas urológicos são a principal razão que leva os homens ao médico. Sabemos que os homens recorrem significativamente menos aos serviços de saúde do que as mulheres, mas gradualmente começam a entender que devem procurar o “seu”urologista.

“Before thirty, men seek disease; after thirty, disease seeks men.”

Chinese Proverb

O Urologista e a Saúde Masculina

O Urologista é em regra o “médico do Homem”.  Os problemas urológicos são uma das principais razões que levam os homens ao médico. Tal como todas as outras patologias relacionadas com outras especialidades há uma prevalência variável de acordo com a idade para os problemas urológicos.

A hiperplasia benigna da próstata (HBP) é muito frequente (50% dos homens com 60 anos) e causa de sintomatologia do aparelho urinário. Muitos homens recorrem pela primeira vez ao urologista por queixas de disfunção miccional (acordar à noite para urinar, ter dificuldade em esvaziar a bexiga, jato urinário fraco) causada pelo aumento benigno do volume da próstata.

As disfunções sexuais são também bastante comuns e englobam entidades clínicas como a disfunção eréctil, alterações da libido, disfunções ejaculatórias (ejaculação precoce).  Mais de metade dos homens depois dos 40 anos têm algum grau de disfunção eréctil e esta é uma das causas que motiva ida a consulta de Urologia. Neste campo, algumas das queixas podem também passar por oscilações de humor, tristeza e desmotivação sem causa aparente, irritabilidade, diminuição da capacidade de concentração e de memória, alteração do padrão do sono, diminuição do desejo sexual. Por questões de ordem laboral e também social (sobretudo nesta época de pandemia) vemos cada vez mais pessoas jovens com queixas do foro sexual, sobretudo disfunção erétil e diminuição da líbido.

O cancro da próstata é também bastante frequente (um em cada seis homens vai ter cancro da próstata) e é a segunda causa de morte por cancro no homem. Em Portugal são diagnosticados anualmente cerca de 6600 novos casos de cancro da próstata.

Outras patologias também frequentes, e comuns a homens e mulheres, são a litíase urinária (“pedra” nos rins), a incontinência urinária, bexiga hiperativa e outras patologias oncológicas como o cancro do rim e da bexiga.

Promoção da saúde e diagnóstico precoce…

Algumas que algumas patologias ou manifestações clínicas dessas patologias podem ser prevenidas – por exemplo a litíase urinária, para a qual existe tratamento específico. Para a grande a maioria das patologias o que é importante é o seu diagnóstico em fases precoces e para isso é necessária avaliação médica frequente. Obviamente que hábitos de vida saudáveis – alimentação, exercício físico, evitar situações de stress, não fumar, evitar bebidas alcoólicas – são importantes para prevenir várias patologias.

É importante notar que a evolução do conhecimento médico permite-nos hoje em dia saber que alguns sintomas ligados ao sistema genito-urinário podem ser manifestação inicial de outras patologias mais graves. Por exemplo, a disfunção eréctil orgânica é um marcador precoce de patologia cardiovascular. Ou seja, pode ser um indicador que este doente poderá estar em risco de vir a desenvolver enfarte de miocárdio.

Este facto pressupõe uma avaliação global do doente e uma abordagem multidisciplinar. Todo este conhecimento alerta-nos para a necessidade de uma avaliação clínica precoce que permita a prevenção e a promoção da saúde do homem.

O diagnóstico precoce é crucial. Quanto mais precoce é o diagnóstico mais eficaz é o tratamento e menor a probabilidade de ter consequências das diferentes patologias.

A importância de manter avaliação regular

O acompanhamento médico regular é fundamental para prevenção de doenças graves e letais, mas também para a vigilância de doenças crónicas que, pelo seu carácter, influenciam a qualidade de vida dos homens – cancro da próstata, problemas nos rins e na bexiga, alterações hormonais, cálculos renais, além do crescimento benigno da próstata que atinge a grande maioria dos homens. A realização de consultas de rotina pelo menos uma vez ao ano, especialmente depois dos 40 anos, deve ser uma prioridade. É igualmente importante não menosprezar qualquer tipo de sintoma e procurar ajuda diferenciada.

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